Nathalia.
(porque eu acho que todo super-herói deve revelar sua identidade secreta no final).
ps: é, eu tentei pensar em uma frase final de impacto, mas, veja bem, eu não sou publicitária, sou cientista social. E deu nisso.
Meu post ia se chamar Beatles e a Filosofia. Daí eu vi que existe um livro com esse nome. Deve ser tipo esses livros que tem por aí, como Harry Potter e a Filosofia, Os Simpsons e a Filosofia, Dercy Gonçalves e a Filosofia, essas coisas. Mas eu nem ia escrever sobre filosofia mesmo. É que eu queria fazer uma pressãozinha nos garotos desse blog que estão prometendo um especial Beatles no blog deles e nada ainda. Aí eu pensei em escrever sobre o que eu escrevo sempre, ou seja, minha vida e a vida ao meu redor.
Às vezes uma música que a gente já conhecia, mas não dava muita importância, passa a fazer parte da nossa vida quando se une letra+ melodia+ situação vigente. Por situação vigente entenda-se o que se está vivenciando no momento. E por muito tempo eu não havia percebido o quanto é linda a letra de Help! e como a melodia é incoerente com a letra. Como alguém consegue falar sobre insegurança e vulnerabilidade com um sorriso na cara? Com Help! isso acontece com tanta espontaneidade que deve ser por isso que essa música se tornou importante pra mim.
(…)
When I was younger so much younger than today
I never needed anybody’s help in any way
and now these days are gone, I’m not so self-assured
Now I find I’ve changed my mind I´ve opened up the doors
(…)
And now my life has changed in oh, so many ways
My independence seems to vanish in the haze
But every now and then I feel so insecure
I know that I just need you like I never done before
Não é lindo? É o que eu chamo de melancolia feliz. A pessoa que canta está super se expondo e, ao mesmo tempo que é uma súplica, parece não ser. Eu não sei a história dela, mas é assim que eu a interpreto. Ah, e o que essa música tem a ver com a minha vida? A letra fala por si mesma. Não sei se o John Lennon e o Paul escreveram Help! pensando em alguma garota, mas eu não acho que seja uma música romântica. Pode ser também para um amigo, pra mãe, sei lá. Tem um cover de Help! do Noel Gallagher do Oasis que ficou bonito, mas ele ficou coerente com a letra, hehe, ou seja, é meio pra baixo. Ainda prefiro a original. Uma incoerência que deu certo.
Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheres
Que só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim
E, se tiveres renda
Aceito uma prenda
Qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim
E eu te farei as vontades
Direi meias verdades
Sempre à meia luz
E te farei, vaidoso, supor
Que é o maior e que me possuis
Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte
Te afasta de mim
Pois já não vales nada
És página virada
Descartada do meu folhetim
"Qual a passagem que a senhora tem pra mais longe?" "Mais longe? Mais longe como assim?" "O lugar mais longe daqui." (Hermila em O Céu de Suely)